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Omexom leva energia e desenvolvimento sustentável para populações isoladas do Pantanal

Mais de duas mil famílias, ou cerca de 10.000 pessoas, que viviam no escuro passarão a ter acesso à eletricidade e a melhores condições de vida e subsistência. 

Levar energia limpa e renovável para famílias que vivem isoladas no Mato Grosso do Sul através de sistemas individuais de geração elétrica instalados em casas, escolas e unidades médicas, promovendo desenvolvimento socioeconômico, qualidade de vida e preservação ambiental.   

 

Estes são os objetivos do projeto “Ilumina Pantanal”, uma ação do Grupo Energisa em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e governo do Mato Grosso do Sul, até 2022, retirará do escuro mais de duas mil famílias distribuídas em uma área de aproximadamente 93 mil quilômetros quadrados, o equivalente à extensão territorial de Portugal.  

 

 Desde a concepção do projeto, o desenvolvimento das soluções de engenharia, suprimentos, logística e treinamentos ficou sob responsabilidade das equipes multidisciplinares da Omexom, empresa do Grupo VINCI Energies, que conduziu um amplo estudo sobre a região, suas populações e os desafios de implantação em locais extremamente remotos e de difícil acesso. De acordo com Eduardo Matta, Responsável de Negócios da Omexom: 

 

 “Desde muito cedo, aprendemos que o Brasil é um país de dimensões continentais, mas poucos de nós sabemos na prática o que isso significa. Estamos falando de famílias que vivem a sete ou oito dias de distância de qualquer centro urbano, que muitas vezes não sabem o que está acontecendo no país, que não têm acesso à educação e saúde, e que fazem um esforço enorme para preservar alimentos e sobreviver.” 

 

 Os sistemas individuais de geração solar fotovoltaica, ou SIGFI, desenvolvidos pela Omexom possuem quatro módulos fotovoltaicos, equipamentos de controle e conversão e um banco de baterias de lítio, o projeto é pioneiro no Brasil por utilizar a tecnologia de lítio (LFP) para armazenamento de energia. Operando sem conexão com as redes de distribuição (off-grid), eles têm capacidade para atender todas as necessidades de uma família e autonomia de até dois dias em períodos de céu nublado ou chuvosos. Trata-se de uma solução eficiente e sustentável por utilizar uma fonte alternativa de energia, considerada fundamental para a segurança energética do país, especialmente em períodos de escassez hídrica.  

 

Os moradores beneficiados são, em sua maioria, ribeirinhos, indígenas e fazendeiros. Para alcançá-los, estão sendo utilizados vários modais logísticos, como veículos off-road, barcos, balsas, tratores e quadriciclos, de acordo com as exigências dos acessos e variações climáticas entre as estações. Mas os desafios não param por aí.  

 

“Ao longo dos últimos anos, a Omexom desenvolveu uma grande capacidade de entrega com qualidade, robustez de engenharia e, principalmente, confiabilidade. É um trabalho que dá muita satisfação, porque estamos deixando um legado positivo. Naturalmente, o desafio profissional da entrega é grande, mas queremos oferecer uma solução duradoura, capaz de transformar efetivamente a vida das pessoas”, afirma Matta.  

 

Além dos sistemas de geração elétrica, em conjunto com o Instituto Homem Pantaneiro, a Omexom vem elaborando estratégias complementares baseadas no conceito de agrofloresta para oferecer meios de plantio de subsistência que possibilitem a criação de hortas comunitárias irrigadas, também por fonte solar, para garantir a produção de alimentos ao longo do ano todo. Um projeto piloto com 40 famílias já está em curso, assim como a captação de recursos para a sua expansão, realizada em parceria com o Grupo Energisa e outros parceiros.  

 

As experiências recentes no Pantanal e na região do entorno da Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, posicionam a Omexom como o mais experiente fornecedor de soluções energéticas para populações isoladas no Brasil. Novos projetos que levarão acesso à energia elétrica e desenvolvimento socioeconômico sustentável para outros locais remotos do país já estão em fase de estudos.